🌿 Ficha Técnica Nº 34
Sete Sangrias

Sete Sangrias

Cuphea carthagenensis

🌿 Nome popular: Sete Sangrias | Parte utilizada: Não especificada

🌿 cardiovascular renal colesterol antioxidante
📊 Evidência clínica: Uso tradicional reconhecido
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Para que serve

Informação em atualização.

2

Mecanismo de Ação

Informação em atualização.

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Protocolo de Uso

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Formas Farmacêuticas

🍃 Folhas secas
💧 Extrato seco
💊 Cápsulas / comprimidos
🍵 Chá / infusão

📖 Descrição Completa

Identificação Correta: É vital não confundir a Cuphea carthagenensis com outras espécies de "sete-sangrias" (como a Symphiopappus reticulatus), que possuem toxicidades e compostos diferentes.
 A sete-sangrias (Cuphea carthagenensis) é uma planta medicinal rica em compostos bioativos, sendo amplamente reconhecida na medicina tradicional por suas propriedades hipotensoras, diuréticas e antioxidantes. Seus principais constituintes químicos incluem flavonoides, taninos, saponinas e triterpenos

🔬 Princípios Ativos

  • Flavonoides: São os principais marcadores químicos da espécie, incluindo quercetina-3-sulfato, quercetina-5-O-
    -glucopiranosídeo e quercetina-3-O-
    -arabinofuranosídeo.
  • Taninos e Proantocianidinas: Compostos fenólicos que contribuem significativamente para a ação antioxidante.
  • Ácido Betulínico: Um triterpeno com potenciais propriedades terapêuticas.
  • Saponinas: Auxiliam na ação diurética e na circulação.
  • Ácidos Graxos: Presença de ácido láurico e ácido mirístico.
Dados de Percentual e Concentração (Estudos):
  • Conteúdo Fenólico: Estudos indicam um alto teor de compostos fenólicos totais, com concentrações de até 250,17 
    g EAG/g
     (equivalentes de ácido gálico) em extratos otimizados.
  • Rendimento de Extrato: O rendimento da extração por maceração pode chegar a cerca de 22,84%.
  • Atividade Antioxidante: O extrato demonstra alta capacidade de neutralização de radicais livres, com cerca de 64,79% 
     0,83%
     de atividade em testes de DPPH.
  • Relação com Vasodilatação: Análises mostram correlação direta entre os níveis de proantocianidinas (
     = 0,8016) e taninos (
     = 0,8041) com o efeito vasodilatador da planta.
Ação na Saúde:
Os compostos agem sinergicamente para reduzir a pressão arterial, melhorar a circulação sanguínea, reduzir o colesterol e auxiliar na eliminação de ácido úrico.
Os flavonoides mencionados — quercetina-3-sulfato, quercetina-5-O-glucopiranosídeo e quercetina-3-O-arabinofuranosídeo — são formas glicosiladas ou sulfatadas da quercetina que funcionam como marcadores químicos de plantas medicinais, indicando a presença de altos teores de compostos bioativos com forte ação terapêutica.
A principal função desses compostos, assim como outros derivados da quercetina, é atuar na defesa celular e regulação de processos inflamatórios.
Aqui estão as principais finalidades terapêuticas desses flavonoides:
  • Ação Antioxidante Potente: Protegem as células contra danos causados pelos radicais livres (estresse oxidativo), retardando o envelhecimento celular.
  • Ação Anti-inflamatória e Antialérgica: Atuam na redução da inflamação crônica e estabilizam mastócitos, diminuindo a liberação de histamina, sendo úteis no tratamento de alergias e doenças inflamatórias.
  • Proteção Cardiovascular: Apresentam efeitos antitrombóticos, vasodilatadores e auxiliam na redução da pressão arterial.
  • Neuroproteção e Saúde Cerebral: Possuem capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, protegendo o cérebro contra doenças neurodegenerativas.
  • Propriedades Antivirais e Antibacterianas: Auxiliam o sistema imune no combate a infecções.
  • Efeito Senolítico: Podem ajudar a induzir a morte de células velhas ou danificadas (células senescentes), promovendo a renovação celular.
Estes compostos, por serem derivados da quercetina, são amplamente estudados para o controle de doenças metabólicas (como diabetes) e prevenção do câncer.
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Contraindicações

Embora a sete-sangrias (Cuphea carthagenensis) seja amplamente utilizada na medicina popular e considerada segura em doses moderadas, o seu uso requer cautela devido a efeitos específicos no organismo e à falta de estudos clínicos extensos em humanos.
Efeitos Colaterais e Riscos
Hipotensão (Pressão Baixa): Devido às suas fortes propriedades vasodilatadoras, o consumo excessivo ou por pessoas que já possuem pressão baixa pode causar tonturas, fraqueza ou desmaios.
  • Alterações Hepáticas: Estudos subcrônicos em animais indicaram que, embora não haja toxicidade aguda severa, o uso prolongado pode levar ao aumento da vascularização do fígado e do tamanho dos hepatócitos.
  • Efeito Laxativo: Em doses elevadas, a planta pode atuar como um purgativo, causando diarreia ou desconforto intestinal.
  • Interações Medicamentosas: Pode potencializar o efeito de medicamentos anti-hipertensivos e diuréticos, aumentando o risco de quedas bruscas de pressão ou desequilíbrio eletrolítico.
Contraindicações
O uso da sete-sangrias é geralmente desaconselhado para os seguintes grupos:
  • Gestantes e Lactantes: Não há estudos suficientes que garantam a segurança para o feto ou para o bebê através do leite materno.
  • Crianças: Recomenda-se evitar o uso, especialmente em crianças menores de 10 anos, devido à sensibilidade do sistema digestivo e metabólico.
  • Pessoas com Gastrite ou Úlceras: Devido ao alto teor de taninos (mencionado anteriormente), a planta pode irritar a mucosa gástrica em indivíduos sensíveis, apesar de alguns estudos indicarem proteção em contextos específicos.
Orientações de Uso Seguro
  • Dosagem Comum: Profissionais de saúde natural costumam sugerir o limite de 2 a 3 xícaras de chá por dia (preparado por infusão com cerca de 1 colher de chá da erva para 200ml de água) por períodos curtos.
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Interações

Nenhuma interação registrada.
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Efeitos Adversos

Nenhum efeito adverso registrado.
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Observações Importantes

Use sempre sob orientação de um profissional de saúde.

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